Matrículas Abertas

Dor na Pessoa Idosa: Aspectos Clínicos e Terapêuticos

Manejo Clínico da Dor no Idoso: Farmacocinética Avançada, Critérios de Beers e a Arte da Desprescrição

Investimento:

R$ 199,65

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Dr. Diogo Kallas
Coordenador do curso

Dr. Diogo Kallas

Sobre o Curso

Conheça este curso

Tratar a dor crônica na população idosa é um dos maiores desafios da medicina moderna. Estamos vivenciando um envelhecimento populacional acelerado: os dados do último censo do IBGE revelam um salto para 32 milhões de idosos no Brasil, com projeções de duplicar esse contingente, alcançando 60 milhões. Estados como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul já contam com mais idosos do que crianças.

No entanto, a comunidade médica ainda replica um erro crasso: tratar o idoso como se fosse um adulto jovem com mais idade, aplicando prescrições automáticas de balcão. O envelhecimento e a dor não são sinônimos, mas a negligência clínica faz com que a grande maioria dos idosos padeça e morra sem o controle álgico adequado. Para ser um dorologista de elite, é mandatório dominar a heterogeneidade biológica entre o idoso robusto e o frágil, decifrar as profundas alterações farmacocinéticas do envelhecimento e dominar as diretrizes internacionais de desprescrição.

Nesta aula, Dr. Diogo Kallas desconstrói mitos culturais, detalha o impacto da dor na cognição e no humor geriátrico e ensina a orquestrar uma polifarmácia racional. Através de ferramentas validadas e lições de vida real — como o emblemático caso da idosa demente cuja agitação extrema ocultava abscessos dentários graves —, você aprenderá a estruturar um plano de cuidado seguro, focado em resgatar a autonomia e mitigar os riscos de desastres iatrogênicos.

Você vai aprender.

  • O Tsunami Demográfico e a Heterogeneidade Geriátrica: Compreenda o impacto do envelhecimento populacional na prática médica de dor. Aprenda a diferenciar de forma precisa o idoso robusto (funcionalmente independente) do idoso frágil (sarcopênico, com redução de velocidade de marcha, fadiga crônica e perda de peso não intencional) para desenhar metas terapêuticas customizadas.
  • Farmacocinética e Farmacodinâmica do Envelhecimento: O impacto fisiológico do tempo na metabolização de fármacos. Entenda como a redução do fluxo intestinal, o aumento do pH gástrico e o atraso no esvaziamento modificam a janela de absorção. Domine os riscos do acúmulo de drogas lipofílicas (como a morfina) no tecido adiposo aumentado e o perigo da redução da albumina plasmática, que eleva a fração livre de analgésicos altamente ligados a proteínas, disparando os índices de toxicidade.
  • O Declínio Funcional e o Alvo da Depreciação Renal: Compreenda a perda progressiva de glomérulos funcionais e a redução da massa hepática. Saiba por que é obrigatório calcular o clearance de creatinina antes de instituir qualquer adjuvante e a importância da regra de ouro: start low, go slow, but go (comece com 25% da dose no idoso frágil e titule de forma gradual até atingir o platô analgésico).
  • O Quebra-Cabeça da Demência e as Expressões da Dor Oculta: Como mapear a dor em pacientes que perderam a capacidade de verbalizar (como no Alzheimer avançado). Entenda por que a dor é a maior causa de agitação e agressividade no idoso demente e aprenda a substituir o uso inadequado de neurolépticos (Haldol/Quetiapina) por protocolos analgésicos baseados em ferramentas observacionais e checklists de comportamento (PACSLAC, PAINAD e PAIC).
  • O Eixo Dor-Humor e as Recidivas Psíquicas: A íntima relação entre a dor crônica e os transtornos de humor. Descubra como a dor atua como um preditor de insucesso no tratamento da depressão, fazendo com que 70% dos idosos deprimidos com dor refratária sofram recaídas severas em até 10 meses e elevando drasticamente o risco de suicídio na velhice.
  • A Armadilha da Polifarmácia e a Cascata Iatrogênica: O perigo do uso simultâneo de 5 ou mais medicamentos (realidade de até 40% dos idosos). Aprenda a reconhecer a cascata iatrogênica — o erro de prescrever uma nova droga para tratar o efeito colateral oculto de um medicamento prévio — e saiba como rastrear reações adversas que respondem por até 30% das admissões na emergência.
  • Os Critérios de Beers e as Restrições Farmacológicas: O pente fino nos medicamentos potencialmente inapropriados para idosos (Diretrizes AGS). Entenda os perigos dos AINEs crônicos (risco de hemorragia digestiva alta 7 vezes maior); dos gabapentinoides em cardiopatas (alerta do FDA para insuficiência cardíaca); e a total proscrição de relaxantes musculares como a Ciclobenzaprina (estrutura tricíclica com alto poder anticolinérgico, causadora de delirium, retenção urinária e fraturas por quedas).
  • Rotação de Duais e a Ciência da Desprescrição: Como eleger a droga ideal no labirinto geriátrico. Descubra por que a Duloxetina desponta como o dual de escolha analgésica (mantida abaixo de 90 mg) e quando migrar para a Venlafaxina (vigilância em doses acima de 150 mg). Domine a arte da desprescrição: o ato planejado e baseado em evidências de desmamar e interromper compostos perigosos, abolindo a condenação de prescrever remédios “para o resto da vida”.
  • O Limite da Regeneração e a Crítica aos Excessos: Um choque de lucidez sobre o mercado de ortobiológicos. Compreenda por que prometer a regeneração estrutural completa via PRP, BMAC ou hidrogéis em joelhos gravemente destruídos (grau IV) de idosos obesos de 80 anos queima o filme de uma ciência promissora, e saiba alinhar expectativas reais com tratamentos conservadores éticos.

Esta aula é um divisor de águas desenhado para conferir soberania clínica e tato farmacológico ao especialista.

Ideal para médicos de dor, geriatras, ortopedistas, neurologistas, anestesistas e fisiatras que buscam dominar as nuances do envelhecimento, aplicar checklists comportamentais com maestria e liderar a desprescrição racional para entregar uma longevidade com dignidade e livre de dor.

Informações do curso

  • Tema: Dor na Pessoa Idosa: Aspectos Clínicos e Terapêuticos
  • Professor: Dr. Diogo Kallas
  • Idioma: Português
  • Duração: 121 min
  • Acesso: Imediato disponível por 1 ano
  • Local: Plataforma Online sinpain
  • Certificado: Digital
PILAR 01

Aprendizagem

Domínio técnico que vai além do superficial.

Nesta aula você aprende: O Tsunami Demográfico e a Heterogeneidade Geriátrica; Farmacocinética e Farmacodinâmica do Envelhecimento; O Declínio Funcional e o Alvo da Depreciação Renal; O Quebra-Cabeça da Demência e as Expressões da Dor Oculta.
PILAR 02

Atuação

Da teoria a prática clínica

Conteúdo pensado para médicos de dor, geriatras, ortopedistas, neurologistas, anestesistas e fisiatras que buscam dominar as nuances do envelhecimento, aplicar checklists comportamentais com maestria e liderar a desprescrição racional para entregar uma longevidade com dignidade e livre de dor. Aplicação direta na sua prática clínica, com acesso imediato por 1 ano.
PILAR 03

Autoridade

Onde o saber é compartilhado e a influência se constrói.

Aula ministrada por Dr. Diogo Kallas (Médico da Dor, Clínico Médico e Geriatra). Certificado Digital ao final.

Cronograma

Aula gravada — Duração: 121 min · Acesso imediato, disponível por 1 ano · Plataforma Online sinpain · Certificado Digital

Para quem é este curso

Ideal para médicos de dor, geriatras, ortopedistas, neurologistas, anestesistas e fisiatras que buscam dominar as nuances do envelhecimento, aplicar checklists comportamentais com maestria e liderar a desprescrição racional para entregar uma longevidade com dignidade e livre de dor.

O que você vai aprender:

O Tsunami Demográfico e a Heterogeneidade Geriátrica: Compreenda o impacto do envelhecimento populacional na prática médica de dor. Aprenda a diferenciar de forma precisa o idoso robusto (funcionalmente independente) do idoso frágil (sarcopênico, com redução de velocidade de marcha, fadiga crônica e perda de peso não intencional) para desenhar metas terapêuticas customizadas.
Farmacocinética e Farmacodinâmica do Envelhecimento: O impacto fisiológico do tempo na metabolização de fármacos. Entenda como a redução do fluxo intestinal, o aumento do pH gástrico e o atraso no esvaziamento modificam a janela de absorção. Domine os riscos do acúmulo de drogas lipofílicas (como a morfina) no tecido adiposo aumentado e o perigo da redução da albumina plasmática, que eleva a fração livre de analgésicos altamente ligados a proteínas, disparando os índices de toxicidade.
O Declínio Funcional e o Alvo da Depreciação Renal: Compreenda a perda progressiva de glomérulos funcionais e a redução da massa hepática. Saiba por que é obrigatório calcular o clearance de creatinina antes de instituir qualquer adjuvante e a importância da regra de ouro: start low, go slow, but go (comece com 25% da dose no idoso frágil e titule de forma gradual até atingir o platô analgésico).
O Quebra-Cabeça da Demência e as Expressões da Dor Oculta: Como mapear a dor em pacientes que perderam a capacidade de verbalizar (como no Alzheimer avançado). Entenda por que a dor é a maior causa de agitação e agressividade no idoso demente e aprenda a substituir o uso inadequado de neurolépticos (Haldol/Quetiapina) por protocolos analgésicos baseados em ferramentas observacionais e checklists de comportamento (PACSLAC, PAINAD e PAIC).
O Eixo Dor-Humor e as Recidivas Psíquicas: A íntima relação entre a dor crônica e os transtornos de humor. Descubra como a dor atua como um preditor de insucesso no tratamento da depressão, fazendo com que 70% dos idosos deprimidos com dor refratária sofram recaídas severas em até 10 meses e elevando drasticamente o risco de suicídio na velhice.
A Armadilha da Polifarmácia e a Cascata Iatrogênica: O perigo do uso simultâneo de 5 ou mais medicamentos (realidade de até 40% dos idosos). Aprenda a reconhecer a cascata iatrogênica — o erro de prescrever uma nova droga para tratar o efeito colateral oculto de um medicamento prévio — e saiba como rastrear reações adversas que respondem por até 30% das admissões na emergência.
Os Critérios de Beers e as Restrições Farmacológicas: O pente fino nos medicamentos potencialmente inapropriados para idosos (Diretrizes AGS). Entenda os perigos dos AINEs crônicos (risco de hemorragia digestiva alta 7 vezes maior); dos gabapentinoides em cardiopatas (alerta do FDA para insuficiência cardíaca); e a total proscrição de relaxantes musculares como a Ciclobenzaprina (estrutura tricíclica com alto poder anticolinérgico, causadora de delirium, retenção urinária e fraturas por quedas).
Rotação de Duais e a Ciência da Desprescrição: Como eleger a droga ideal no labirinto geriátrico. Descubra por que a Duloxetina desponta como o dual de escolha analgésica (mantida abaixo de 90 mg) e quando migrar para a Venlafaxina (vigilância em doses acima de 150 mg). Domine a arte da desprescrição: o ato planejado e baseado em evidências de desmamar e interromper compostos perigosos, abolindo a condenação de prescrever remédios "para o resto da vida".
O Limite da Regeneração e a Crítica aos Excessos: Um choque de lucidez sobre o mercado de ortobiológicos. Compreenda por que prometer a regeneração estrutural completa via PRP, BMAC ou hidrogéis em joelhos gravemente destruídos (grau IV) de idosos obesos de 80 anos queima o filme de uma ciência promissora, e saiba alinhar expectativas reais com tratamentos conservadores éticos.

Temas abordados:

O Tsunami Demográfico e a Heterogeneidade Geriátrica
Farmacocinética e Farmacodinâmica do Envelhecimento
O Declínio Funcional e o Alvo da Depreciação Renal
O Quebra-Cabeça da Demência e as Expressões da Dor Oculta
O Eixo Dor-Humor e as Recidivas Psíquicas
A Armadilha da Polifarmácia e a Cascata Iatrogênica
Os Critérios de Beers e as Restrições Farmacológicas
Rotação de Duais e a Ciência da Desprescrição
O Limite da Regeneração e a Crítica aos Excessos

Coordenador do curso:

Dr. Diogo Kallas

Dr. Diogo Kallas

Médico da Dor, Clínico Médico e Geriatra

Médico da Dor, Clínico Médico, Geriatra e Médico do Trabalho.

Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG).

Residência Médica em Clínica Médica.

Residência Médica em Geriatria.

Pós-graduado em Medicina do Trabalho.

Título de Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) (2026-2027).

Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Seção Minas Gerais (SBGG-MG) (2023-2025).

Professor do ClinicDor, pós-graduação em Medicina da Dor da Faculdade sinpain.

Corpo Docente:

Dr. Diogo Kallas

Dr. Diogo Kallas

Médico da Dor, Clínico Médico e Geriatra

Médico da Dor, Clínico Médico, Geriatra e Médico do Trabalho.

Graduado pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG).

Residência Médica em Clínica Médica.

Residência Médica em Geriatria.

Pós-graduado em Medicina do Trabalho.

Título de Área de Atuação em Dor pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) (2026-2027).

Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Seção Minas Gerais (SBGG-MG) (2023-2025).

Professor do ClinicDor, pós-graduação em Medicina da Dor da Faculdade sinpain.

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Investimento:

R$ 199,65

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