Quem entra na dor intervencionista logo esbarra em duas siglas: FIPP e CIPS. As duas são certificações do World Institute of Pain e representam o padrão internacional de competência em procedimentos para dor. Os primeiros médicos brasileiros a conquistá-las fazem parte da história do sinpain, e vale entender o que elas significam.
FIPP: Fellow of Interventional Pain Practice
É a certificação mais antiga e abrangente. A prova combina avaliação teórica, prática em cadáver e exame oral, cobrindo anatomia, técnica, indicações, complicações e manejo. O candidato precisa demonstrar não só que sabe fazer, mas que sabe quando não fazer.
CIPS: Certified Interventional Pain Sonologist
Focada em procedimentos guiados por ultrassom. Avalia a capacidade de identificar estruturas, planejar o acesso e executar bloqueios com segurança sob visão ultrassonográfica, uma habilidade que se tornou central nos últimos anos.
O que muda na carreira
- Credibilidade: pacientes e colegas reconhecem o selo.
- Rede: o certificado abre portas em congressos, centros de referência e grupos de discussão internacionais.
- Padrão: preparar-se para a prova organiza o conhecimento de uma forma que a prática cotidiana raramente exige.
Como se preparar
Volume de casos, revisão sistemática de anatomia e treinamento em modelos e cadáver. Não é uma prova para “estudar na véspera”. Programas de formação que já contam com professores certificados encurtam o caminho, porque a preparação passa a fazer parte da rotina de aprendizado.


