A dor crônica atinge uma parcela enorme da população e ainda é tratada, na maior parte das vezes, por quem não teve formação específica para isso. Esse vazio é uma oportunidade profissional, mas o caminho para preenchê-lo nem sempre é claro. Aqui está um mapa.
Área de atuação em Dor
No Brasil, Dor é uma área de atuação reconhecida pelo CFM, acessível a médicos com residência em especialidades como Anestesiologia, Neurologia, Neurocirurgia, Ortopedia, Reumatologia, Medicina Física e Reabilitação, entre outras. O título vem por prova de sociedade de especialidade ou por programa de formação credenciado.
Pós-graduação e formação continuada
Para quem já está na prática e quer aprofundar, a pós-graduação lato sensu é o caminho mais direto. O critério que importa é a proporção de prática: dor se aprende com paciente na frente e agulha na mão, sob supervisão. Cursos exclusivamente teóricos formam bons leitores, não bons médicos da dor.
Certificações internacionais
FIPP e CIPS são as duas certificações de referência mundial em dor intervencionista. Elas não substituem o título nacional, mas sinalizam um padrão técnico reconhecido em qualquer país. Falamos delas em detalhe em outro artigo.
O que ninguém conta
A curva de aprendizado é longa e o volume importa. Procure ambientes com muitos casos, professores que operam de verdade e colegas com quem discutir. A formação em dor é menos um diploma e mais uma comunidade. É exatamente isso que o sinpain se propõe a ser.


